Por que estudar o solo?

05/12/2019 15h28min

No Dia Mundial do Solo, reportagem especial fala do protagonismo da universidade no assunto

Muitos devem se perguntar o que se estuda quando o assunto é solo ou qual a importância da pesquisa nesta área. Nós refletimos sobre a base onde produzimos nossos alimentos e onde construímos nossas cidades, as nossas vidas? Na URI Santiago, a resposta é sim. 

Recentemente, a universidade recebeu a indicação de uma emenda parlamentar do Deputado Federal Marcelo Brum para a construção de um Laboratório de Análise de Solo (LAS), que atenderá produtores rurais dos municípios do Vale do Jaguari e da Fronteira Oeste. Conforme o professor Julio Cesar Wincher Soares, doutor em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria, em anexo ao laboratório, serão expostos perfis de solos do Vale do Jaguari e do Estado do Rio Grande do Sul, que serão utilizados nas diferentes disciplinas de solo dos cursos de Agronomia e de Ciências Ambientais. “Entretanto, o objetivo principal desta exposição será de conscientizar a sociedade sobre a importância do solo para a manutenção da vida”, disse o docente.

Mas, a caminhada não é de hoje: nos últimos quatro anos, os estudantes que passaram pelos Laboratórios de Solos e de Geotecnologias da URI Santiago produziram mais de 60 trabalhos científicos, dentre eles, artigos, capítulos de livros, trabalhos completos e resumos em anais de eventos regionais, nacionais e internacionais. Isso tudo, leva os estudantes muito longe! O professor está sempre compartilhando notícias dos alunos que ingressam em diferentes programas de pós-graduação em Ciência do Solo. Segundo Julio, os trabalhos realizados pelos acadêmicos buscam o reconhecimento, a descrição da fertilidade (química, física e biológica) e dos serviços ambientais e econômicos prestados pelos solos do Vale do Jaguari.

Para o aluno Daniel Nunes Krum, formando em Agronomia, a Ciência do Solo, em termos científicos, proporcionou um melhor entendimento entre as propriedades do solo e o que elas representam para o bom funcionamento dos agroecossistemas. “Em três anos e meio de iniciação científica, sob a orientação do professor Julio, tive a oportunidade de apresentar trabalhos no Pará, Mato Grosso, Santa Catarina e em diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Também, tive a oportunidade de realizar o estágio final de graduação em Viçosa-MG. Neste período, fiz várias amizades e tive a oportunidade de adquirir conhecimento sobre conteúdos relevantes da Ciência do Solo, estabelecer o contato com profissionais e acadêmicos de outras instituições, conhecer diferentes pontos de vista, estabelecendo o networking acadêmico e profissional”, disse o formando da URI. 

A data de cinco de dezembro como Dia Mundial do Solo, foi oficializada na 68ª Assembleia Geral da ONU, em 2013. Ela tem por objetivo conscientizar a população sobre a importância da construção e manutenção de um solo saudável e também, de defender a gestão sustentável dos serviços gerados pelo solo. Os solos do mundo prestam inúmeros serviços ambientais, os quais viabilizam a vida nos diferentes biomas. Tem-se como alguns serviços ambientais prestados pelo solo: 
- a produção de alimentos, fibras e energia; 
- a purificação da água e participação no ciclo hidrológico; 
- o sequestro de carbono e a regulagem climática; 
- o fornecimento de materiais de construção e a base para a infraestrutura humana; 
- a ciclagem de nutrientes; 
- a moradia para os organismos e fonte de recursos genéticos.

Neste ano, o tema do dia mundial do solo é “Pare a erosão dos solos, salve nosso planeta". Conforme a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), atualmente, cerca de 33% dos solos do mundo estão degradados, com a previsão de 90% de degradação dos solos para o ano de 2050.

O tema, segundo o professor Julio, serve de alerta e reflexão. O docente contou que no Vale do Jaguari a erosão também é um dos principais processos de degradação do solo, a qual ocasiona inúmeros problemas para o setor agropecuário, a principal matriz econômica regional e em expansão. “Em Santiago, nos últimos 11 anos, a área ocupada por cultivos agrícolas passou de 7,8% para 16,2%, da área total do município, estes dados são oriundos do monitoramento espaço-temporal do uso do solo, dos nove municípios do Vale do Jaguari, realizado nos Laboratórios de Solos e de Geotecnologias da URI Santiago”. 

Regionalmente, são encontradas diferentes classes de solos, que numa escala evolutiva vão de Neossolos Litólicos Distróficos e Neossolos Litólicos Eutróficos, associações de Neossolos Litólicos Eutróficos, Chernossolos Háplicos e Cambissolos Háplicos; Argissolos Vermelhos Alíticos; Nitossolos Vermelhos Distroférrico; Latossolos Vermelhos Alíticos a Latossolos Vermelhos Distroférricos, as quais apresentam diferentes intensidades de cuidado em relação à conservação ou preservação. 

Nomes um tanto incomuns em nosso cotidiano, mas, que fazem parte da rotina desses pesquisadores que, a partir da pesquisa, traduzem para a comunidade e instituições, os cuidados, orientações e reflexões tão necessárias no mundo contemporâneo.  

 

*Com informações do professor Julio W. Soares

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Fonte: Núcleo de Comunicação






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