Curso de Direito celebra 23 anos com uma caminhada emocionante de projetos, inovações, justiça e cidadania

10/10/2021 09h55min

Confira matéria especial e conheça todos os professores do curso

Tradição e capacidade de inovar, reinventando-se diante dos novos tempos. Isso define o curso de Direito da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI Santiago. Fala-se em tradição porque em agosto de 2021 o curso comemorou seus 23 anos, história que quase se confunde com a da universidade, que em maio chegou aos 29 anos. Fala-se em inovação porque é um curso que alia teoria à prática utilizando-se de conteúdos sempre atualizados, preparando o aluno para atuar no mercado ou seguir carreira acadêmica. E, fala-se em reinvenção porque esta palavra ganhou a vez diante dos novos tempos, em que, devido à pandemia, o uso da tecnologia ficou ainda maior e a mudança de hábitos impactou a vida de todos.

Foi em uma segunda-feira do dia 2 de agosto do ano de 1998 que, na sala 101 no Câmpus, às 19h, iniciava a primeira turma do Direito Noturno. Foi autorizada a abertura de 60 vagas para o turno da noite. Dois anos depois, em 2000, foram autorizadas mais 50 vagas para o Direito Diurno. 

O curso contabiliza mais de mil egressos, os quais estão inseridos no mundo do trabalho como advogados, professores universitários ou exercendo algum cargo público, como procuradores, defensores, delegados, etc.

Desde 2002, o curso de Direito conta com o Escritório de Práticas Jurídicas (EPJUR), com o objetivo de propiciar aos acadêmicos o conhecimento do exercício profissional, através de uma aprendizagem da prática real e simulada.  O curso também conta com vários projetos de extensão, de pesquisa e de responsabilidade social, destacando-se o Aprendizado Jurídico, iniciado no ano de 1999. Possui ainda uma Revista Jurídica, a “Direito, Justiça e Cidadania”, também, oportuniza aos alunos que continuem os estudos na universidade através das pós-graduações.

Com essa caminhada, alinhando o ensino, pesquisa e extensão visando à boa formação dos alunos, em 2015, quando ocorreu a avaliação do Ministério da Educação no Câmpus, a nota não poderia ter sido outra: conceito 5 (máximo) junto ao MEC. 

O curso conta com uma egressa especial, que realizou o mestrado em outro município, mas que voltou para a URI como docente no curso, sendo hoje a coordenadora do mesmo: com base em sua própria história, a professora Fabiana Barcelos da Silva Cardoso traduz o que o curso de Direito representa para uma carreira profissional e, acima de tudo, para a vida. “Enquanto acadêmica, via o curso como a possibilidade de empregabilidade, mas hoje, percebo que é muito além disso. Os conhecimentos adquiridos nesta caminhada, são essenciais para uma vida com dignidade. Compreender a ordem no qual o país se insere, as funções institucionais e as consequências dos atos nas vidas humanas e, ainda, poder contribuir para a justiça e cidadania no país, é fundamental à plenitude da existência. Sendo o Direito uma ciência social aplicada, se sustenta na alteridade, na compreensão que enquanto seres humanos, temos diferenças em vários sentidos e que este é um ponto que nos fortalece”.

Isso vai ao encontro dos fundamentos ético-políticos do curso, como a visão da necessidade da construção de uma sociedade que seja de fato democrática, em que a participação dos cidadãos não fique restrita ao exercício do voto, mas que seja ampliada à conquista dos direitos e à defesa dos deveres de cada um, como deve ser um Estado Democrático de Direito. 

Abaixo, confira a entrevista com a professora Fabiana.

 

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Entrevista:

Núcleo de Comunicação: A senhora é egressa da URI Santiago e hoje coordena o curso de Direito. Então, como enxergava o curso enquanto aluna e hoje, em 2021, como o vê como gestora? Aconteceram muitas mudanças?

Professora Fabiana: Como o principal objeto do Direito é a sociedade, e esta nunca para de se modificar, o curso também fluiu. Manteve suas bases fixadas no ensino com  visão humanística, mas também soube se adaptar às cobranças que o mundo do trabalho impôs.

Enquanto acadêmica, via o curso como a possibilidade de empregabilidade, mas hoje, percebo que é muito além disso. Os conhecimentos adquiridos nesta caminhada são essenciais para uma vida com dignidade. Compreender a ordem no qual o país se insere, as funções institucionais e as consequências dos atos nas vidas humanas e, ainda, poder contribuir para a justiça e cidadania no país, é fundamental à plenitude da existência. Sendo o Direito uma ciência social aplicada, se sustenta na alteridade, na compreensão que enquanto seres humanos temos diferenças em vários sentidos e que este é um ponto que nos fortalece.

Mudanças evidentes ao longo deste tempo são as possibilidades de aprendizagem híbrida e um novo currículo que permite o desenvolvimento da autonomia dos acadêmicos e acadêmicas desde o I semestre do curso, através dos projetos integradores. Mais enfoque na formação prática é outro ponto bem relevante.

NUCOM: Como o curso está estruturado para atender ao ensino, pesquisa e extensão de forma satisfatória?

Professora Fabiana: O curso se afirma no ensino através do seu colegiado com formação diversificada, que vai desde atuações como advogados em várias áreas, delegado, assessoria jurídica em instituições militares, pesquisadores, oficial de justiça, conciliadores judiciais, mediadores, integrantes de conselhos municipais e outras funções públicas. Isso permite que várias formas de abordagem do direito possam ser ministradas, bem como, a amplitude de horizontes, despertada.

Na pesquisa, além de eventos regionais, locais e internacionais, que possibilitam a submissão de artigos científicos, resumos, dentre outros, ainda possui uma revista científica própria online, que permite submissões de pesquisadores de todo o Brasil.

Na extensão, o curso conta com o Projeto Aprendizado Jurídico, que tem sua história confundida com o próprio curso, com nove linhas de atuação e duas acadêmicas bolsistas extensionistas que estudam e propõem ações junto à comunidade. Além disso, desde o início de 2021, conta com projetos integradores com a participação de acadêmicos e acadêmicas que no programa semanal do curso na Rádio URI FM, apresentam os resultados dos trabalhos enquanto informações para a comunidade em geral.

NUCOM: Frequentemente, recebemos notícias de egressos que estão no mundo do trabalho. Que egressos o curso pretende formar, quantos já formou e qual é o sentimento ao ver tantos ex-alunos batalhando e tendo suas conquistas profissionais?

Professora Fabiana: O curso de Direito já formou mais de 1.100 acadêmicos nestes 23 anos e tem pretensão de continuar contribuindo para o ensino jurídico no país. A felicidade de ver os egressos e egressas no mundo do trabalho, realizando seus sonhos e contribuindo para uma sociedade mais justa e fraterna, dá a sensação de dever cumprido e reforça o compromisso de sempre fazer o melhor.

NUCOM: Não podemos deixar de dar ênfase aos anos de 2020 e 2021. Como foi a implantação das aulas remotas/síncronas e como está a situação agora?

Professora Fabiana: Tempos pandêmicos foram sem dúvida desafiadores e para o curso em especial, triste, pois perdemos um colega muito estimado, e um professor muito admirado pelos alunos, Prof. Miguel Garaialdi. O curso realizou um ato em memória a este colega no dia 31 de agosto no campus, com a participação dos gestores, colegas e alunos, bem como da sua esposa e filho.

Na questão pedagógica, as aulas remotas permitiram uma adaptação e novas formas de ensino-aprendizagem, através da plataforma do Google Meet. Hoje, no sistema híbrido, novo desafio se impôs, ao adequar duas realidades distintas, como presencialidade e remoto ao mesmo tempo. Mas acreditamos que isso em vários pontos permitiu uma qualificação e atualização dos docentes e uma nova forma de organização e gestão do tempo para os discentes.

NUCOM: Quais as contribuições do curso de Direito para Santiago e a região?

Professora Fabiana: O curso acredita ter contribuído com a formação de egressos e egressas com uma formação geral e humanística com capacidade de atuação em equipe, nas carreiras privadas e públicas condizentes com a qualidade do ensino jurídico, de análise e articulação de conceitos, argumentação e interpretação dos fenômenos jurídicos e sociais além do domínio das formas consensuais de composição de conflitos, aliado a uma postura reflexiva e de visão crítica que fomente a capacidade e a aptidão para a aprendizagem, autônoma e dinâmica, indispensável ao exercício do Direito, à prestação da justiça e ao desenvolvimento da cidadania. Assim, atende as necessidades profissionais que possam dar conta das transformações das sociedades global, regional e local.

NUCOM: Quais são os diferenciais do curso?

Professora Fabiana: Sem dúvidas, um dos nossos pontos fortes é o colegiado, unido, competente e capacitado, preocupado com um ensino de qualidade. Tem-se professores com muitos anos de experiência, professores com vivência de gestão, e profissionais com formação e qualificação mais recente. Também, possui um escritório de práticas jurídicas (EPJUR) que possui casos reais e atende a comunidade hipossuficiente de Santiago, contribuindo para a formação humanística dos discentes e com o acesso à justiça dos cidadãos de baixa renda.

O curso ainda inaugura as suas duas novas salas: uma sala para a realização de Mediações e de Práticas Restaurativas, visando à valorização dos interessados em comporem seus conflitos, bem como, uma sala de audiências simuladas, para possibilitar uma aproximação maior do ensino teórico-prático (fotos).

NUCOM: Em novembro, teremos mais um vestibular. Direito quase sempre lidera entre os cursos mais procurados. A que se deve esta procura e como o curso prepara-se para receber novos alunos?

Professora Fabiana: Acredito que por tudo o que conversamos, somado a uma Direção da URI Santiago que, em suas três funções distintas, mas harmônicas, confiam no trabalho discente e fortalecem as ações dos docentes deste curso. Bem como, por todo o suporte que recebemos (professores e alunos), dos técnicos da instituição, que juntamente com os acadêmicos e acadêmicas constroem a URI e, neste momento em especial, o curso de Direito.

 

 

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Fonte: Núcleo de Comunicação






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