Mostra Científica reúne saberes, parcerias e o sonho de um planeta mais vivo
Por um dia, a Escola Lucas Araújo de Oliveira virou laboratório. Mas não daqueles com jaleco, lupa e silêncio. Era outro tipo de ciência que tomava os corredores: a ciência feita de papelão, plantas, perguntas e olhos brilhando.
No dia 26 de junho, aconteceu na Escola a Mostra Científica 2025, com o tema “Criando caminhos para a Sustentabilidade: Rumo à COP30”. E tudo parecia mais vivo, mais importante, porque era feito pelas mãos dos alunos.
Com a Amazônia no centro do debate mundial, a COP30 será realizada em Belém do Pará, e isso serviu de ponto de partida para o projeto. Mas o que se viu na mostra foi algo maior: crianças e adolescentes falando de reciclagem, energia, clima e água com uma consciência que, muitas vezes, falta aos adultos.
- A comunidade escolar é muito participativa, sempre acompanhando e apoiando os trabalhos realizados pelos alunos. Atividades como Mostra Científica, reafirmam o potencial e o protagonismo dos estudantes no processo de ensino-aprendizagem, com a orientação dos professores, os mesmos desenvolvem pesquisas e atividades mão na massa, tornando a aprendizagem prazerosa e interessante. É bonito de ver -, disse a Diretora Vera Chaves.
A Liga Acadêmica de Saúde e Meio Ambiente (LiASM), da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago, marcou presença, com a orientação da Professora Cisnara Pires Amaral os acadêmicos membros da Liga tiveram a oportunidade de avaliar os trabalhos. Mas mais que jurados, eram pontes entre a universidade e a escola, entre o saber técnico e a prática cotidiana, entre os jovens de hoje e os cientistas de amanhã.
- A Liasm já é parceira da escola e o convite partiu da Diretora Vera Chaves. Durante o evento, os ligantes avaliaram trabalhos relacionados a sustentabilidade, meio ambiente e saúde, o que proporciona protagonismo, conhecimento e integração na comunidade -, explica a Professora Cisnara Amaral.
Na atividade proporcionada aos alunos, está a certeza de que a ciência não está apenas nos laboratórios mais caros e bem equipados, está também na escola pública, no bairro, na criança que escolhe plantar uma muda ao invés de passar mais uma hora no celular. E nisso, a LiASM aposta: em formar, desde cedo, uma cultura de cuidado com o meio ambiente, com a saúde e com as relações humanas.
A Mostra contou ainda com apoio de instituições como o IFFAR – Campus Jaguari, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Horto Municipal, EMATER, apicultores da região e acadêmicos diversos cursos da URI Câmpus Santiago. A lista de jurados foi formada por:
Ana Laura Ceolin – acadêmica de Biomedicina/URI
Clarissa Obem – Professora da URI
Yago Machado Turchetti, Rudolf Genro Gessinger, Lorrana Portela Ferrando e Vivian Nunes Barbosa – acadêmicos de Medicina Veterinária/URI
Lívia da Promocena Érbice – acadêmica de Fonoaudiologia/URI
Vanderson Fernandes Campos – acadêmico de Agronomia/URI
Klaus Tesser Martin – professor do curso técnico de Sistemas de Energia Renovável/IFFAR – Câmpus Jaguar
Para quem passou por lá, ficou uma impressão forte: a de que a escola tem, sim, força para transformar. Que em tempos de telas, de distração fácil, de individualismo crescente, existe um lugar onde se aprende diferente. Onde o saber é construído, compartilhado, vivido.
E talvez seja essa a maior lição da Mostra Científica da Escola Lucas Araújo: mostrar que quando se aposta em educação de verdade, com afeto e com a comunidade, as crianças deixam de ser apenas estudantes. Tornam-se cidadãs. Pesquisadoras. Vozes atentas num mundo que ainda tem chance de mudar.
Que ações como essa sigam inspirando novas jornadas. Que a URI siga sendo um solo fértil para o compartilhar, acolher e construir experiências que transformam. Que sejamos ponte e presença aberta ao encontro, à escuta e à construção de saberes que tocam, movem e transformam realidades.